Toda a ''Europa se mantém resolutamente ao lado dos Estados Unidos e de seus aliados da coalizão no prosseguimento ao combate contra o terrorismo'', declarou na noite de ontem o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, após o início da ofensiva contra o Afeganistão.
''Estamos unidos e permaneceremos unidos nesta batalha contra os que atacam os próprios pilares de nossa civilização. Nosso combate não é contra as religiões ou os povos'', segundo o comunicado.
Moscou também apoiou a ofensiva dos Estados Unidos e Grã-Bretanha, reconhecendo que havia chegado ''o momento de agir'' contra o terrorismo, segundo comunicado do ministério russo das Relações Exteriores.
O primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi também expressou apoio de seu país ao ataque americano contra o Afeganistão, informou a agência de notícias Kyodo.
As autoridades paquistanesas lamentaram na noite de ontem o fracasso de seus esforços diplomáticos para evitar os ataques militares contra o Afeganistão e pediram que os bombardeios sejam rápidos e seletivos e não afetem afegãos inocentes. Em comunicado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Riaz Mohammad Jan, afirmou que o Paquistão fez tudo o que podia para convencer os líderes talebans que a situação era grave e que tinham que agir em interesse da população afegã. ''Também esperamos que as operações acabem logo e que um esforço internacional combinado seja realizado para promover a reconciliação nacional e ajudar a reconstrução econômica do Afeganistão'', acrescentou.
SaddamEm Bagdá,o presidente iraquiano Saddam Hussein condenou os ataques contra o Afeganistão, qualificando-os de ''agressão'', informou a televisão estatal iraquiana. ''Os verdadeiros fiéis não podem mais que condenar esta ação, não só porque foi cometida pelos Estados Unidos contra um povo muçulmano, mas porque se trata de uma agressão perpetrada à margem da lei internacional'', afirma um comunicado divulgado depois de uma reunião do chefe de Estado e seus colaboradores mais próximos.

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