EUA voltam a bombardear Fallujah
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segunda-feira, 27 de setembro de 2004
Folhapress 
São Paulo - Aviões americanos voltaram a atacar a cidade de Fallujah, a oeste de Bagdá (capital), na tarde de ontem (o fuso horário é de sete horas a mais no Iraque), disparando ao menos três foguetes contra a parte norte da cidade, nos arredores de Shuhada, segundo moradores. O Exército dos EUA, no entanto, não fez comentários sobre o ataque.
Bombardeios são quase diários em Fallujah. Eles estão direcionados em sua maioria contra supostos esconderijos do líder jordaniano Abu Musab al Zarqawi, que teria ligações com a Al Qaeda (de Osama bin Laden) e que reivindicou vários atentados e sequestros de estrangeiros.
Cinco iraquianos morreram e outros 46 entre eles mulheres e crianças ficaram feridos em bombardeios norte-americanos no final de semana no bairro de Sadr City, no leste de Bagdá, informou o hospital local. O Exército dos EUA havia comunicado a morte de quatro rebeldes e a destruição de vários alvos inimigos em ataques aéreos noturnos a Sadr City.
A polícia foi alvo de ataques rebeldes em diversos locais do Iraque ontem. A explosão de um carro-bomba matou ao menos quatro membros da Guarda Nacional iraquiana e feriu outros três na cidade de Mossul, no norte de Bagdá.
Segundo a polícia, outro suicida detonou explosivos colocados em um veículo perto da delegacia da Guarda Nacional em Fallujah, matando três guardas e ferindo um número não-divulgado de pessoas.
Os ataques ocorreram um dia após o secretário norte-americano de Estado, Colin Powell, ter afirmado que a violência no Iraque aumenta com a proximidade das eleições de janeiro. Quatro pessoas morreram e uma foi ferida na noite de domingo ao explodir uma bomba em Khan Bani Saad, perto da cidade de Baaquba (localizada a 60 km de Bagdá), informou a polícia.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, falou domingo à noite pela terceira vez com a família de Kenneth Bigley, sequestrado no dia 16 de setembro no Iraque e ameaçado de morte, anunciaram fontes oficiais. Blair já havia ligado duas vezes para a família do refém. O primeiro-ministro teria dito ''não temos nada de novo no momento'' e ''não podemos dar falsas esperanças devido à natureza das pessoas com as quais estamos lidando''.
O irmão da vítima, Paul Bigley, entretanto, garante ter recebido informações de que seu irmão está vivo. O britânico foi sequestrado em Bagdá pelo grupo do jordaniano Abu Musab al Zarqawi. Dois colegas americanos capturados junto com ele foram assassinados na semana passada.


