Nova York - Enquanto avança com a retomada das relações com Cuba, o governo dos Estados Unidos divulgou ontem um relatório em que acusa novamente o regime comunista de cometer graves violações dos direitos humanos. No documento anual em que avalia a situação em todo o mundo, o Departamento de Estado não poupou críticas ao país. O órgão acusa o governo de Raúl Castro de ameaçar e intimidar dissidentes políticos. Segundo o governo americano, a Ilha "registrou o maior número de detenções arbitrárias ao longo dos últimos cinco anos, cerca de 9 mil". Porém, fez a ressalva de que 53 dissidentes foram soltos como parte das negociações com os EUA. "A maior parte dos abusos de direitos humanos foram cometidas por agentes orientados pelo governo. A impunidade para quem comete essas violações continua ocorrendo em ampla escala", disse. O relatório mencionou, no entanto, a sinalização do governo de Raúl Castro de que considerará a expansão dos investimentos em telecomunicações na ilha, "abrindo a possibilidade de um acesso maior à internet no futuro."

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