EUA vão retirar 12 mil soldados do Iraque
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domingo, 08 de março de 2009
Das agências 
São Paulo e Washington - O porta-voz do Exército norte-americano no Iraque, David Perkins, anunciou ontem a retirada de 12 mil soldados do Iraque até setembro deste ano. A saída dos militares representa o primeiro estágio do plano anunciado em fevereiro pelo presidente Barack Obama de retirar as tropas até agosto de 2010. As forças de Inteligência, no entanto, serão mantidas mesmo com a retirada. O número total de brigadas no país será reduzido para 12.
A retirada inclui o retorno aos Estados Unidos das unidades de apoio técnico. Segundo Perkins, o Reino Unido também retirará 4 mil militares do sul do Iraque em julho. Em 27 de fevereiro, Barack Obama anunciou a retirada gradual de tropas até agosto de 2010, para reduzir seu número a entre 35 mil e 50 mil soldados.
Os militares permanecerão para ajudar as Forças Armadas iraquianas até o final de 2011, quando termina o prazo para a permanência das tropas dos EUA estipulado no ano passado entre Washington e Bagdá.
Segundo o calendário anunciado por Obama, cerca de 90 mil soldados deixarão o Iraque nos próximos 18 meses, um prazo maior do que os 16 meses que tinha prometido na campanha eleitoral, mas que, segundo ele, permitirá garantir a segurança no país árabe.
Seis anos após a invasão norte-americana no país, que culminou com a derrubada e morte do ex-líder Sadam Hussein, Obama anuncia a mudança na estratégia no combate ao terrorismo. Após a posse, o presidente afirmou que a atual gestão irá priorizar a guerra no Afeganistão.
No último mês, Obama ordenou a ida de 17 mil soldados ao Afeganistão como parte do plano de combate aos insurgentes na região. Durante a campanha eleitoral, o presidente prometeu também que iria trabalhar na retirada do Iraque. Em mais de cinco anos de conflito no país, cerca de US$ 1 trilhão já foram gastos e mais de 4.250 soldados americanos foram mortos.
Promessas
Barack Obama tenta de todas as maneiras cumprir as ambiciosas metas estabelecidas durante a campanha e reafirmadas em sua posse, mesmo estando no meio da pior crise financeira do país em mais de 60 anos. Nestes primeiros dois meses sombrios, ele se mostra enérgico e otimista, apesar dos índices de desemprego catastróficos e dos mercados que não param de afundar.
O presidente planeja modificar o sistema de produção e fornecimento de energia do país, além do tipo de veículo que os norte-americanos dirigem e a cobertura de saúde à qual têm acesso, assim como proibir políticas polêmicas como o uso da tortura em interrogatórios de suspeitos de terrorismo e salvar as espécies em extinção.
Uma sondagem da Universidade de Quinnipiac divulgada semana passada revelou que 59% dos norte-americanos aprovam a gestão de Obama - apesar de muitos admitirem não acreditar que o presidente e seu governo possam resgatar o país da crise imediatamente.
Muitos analistas, no entanto, já advertiram que a ambição de Obama é tão ampla que seu plano pode sair do controle, sofrer golpes devastadores e perder a noção de quais deveriam ser suas prioridades.


