EUA vacinam contra o anthrax
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quarta-feira, 04 de março de 1998
Reuter 
France PresseImunizaçãoOs Estados Unidos vacinarão seus 36 mil militares estacionados no Golfo Pérsico como medida preventivaO Departamento de Estado dos EUA considera remota a possibilidade de que o Iraque ataque algum país vizinho e use armas de destruição em massa.
O anúncio foi feito ontem em Washington depois que o Pentágono informou que iniciará este mês a vacinação dos 36 mil militares americanos no Golfo contra o mortífero anthrax, um dos agentes biológicos que o regime de Saddam Hussein é suspeito de possuir. Pela informação atualmente disponível, é baixa a probabilidade de um ataque iraquiano e é remota a possibilidade de que o país recorra a armas químicas ou biológicas, assinalou o departamento num comunicado divulgado na noite de terça-feira. No entanto, nenhuma dessas hipóteses pode ser excluída.
As tropas britânicas e canadenses no Golfo também serão vacinadas. A campanha envolverá só os militares. A vacina nunca foi testada em humanos, mas pesquisadores disseram que os resultados obtidos com macacos são uma garantia de eficácia.
Macacos inoculados foram expostos a uma grande nuvem de anthrax durante testes num instituto de pesquisas médicas do Exército americano no Forte Detrick, em Maryland, e sobreviveram. Foi uma dose cem vezes maior que a mínima necessária para matar, disse o coronel Arthur Friedlander, chefe da divisão bacteriológica do instituto.
Os EUA ameaçam atacar o Iraque unilateralmente se este não cumprir um acordo com a ONU para a inspeção de palácios suspeitos de esconder armas proibidas. Já a maioria dos outros membros do Conselho de Segurança considera que uma resolução aprovada segunda-feira prevê que qualquer ação seja decidida pelo organismo.
Um enviado francês a Bagdá, Bertrand Dufourck, indicou ontem que talvez não se chegue a esse ponto. Depois de reunir-se com Saddam, ele disse que o presidente se mostrou disposto a cumprir o pacto.


