EUA tentam melhorar imagem no exterior
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domingo, 19 de junho de 2005
Folhapress 
SÃO PAULO - Os EUA começaram a enviar silenciosamente, nos últimos seis meses, equipes de dois ou quatro militares especialistas em campanhas psicológicas para o Oriente Médio, a Ásia, a Europa e a América Latina, onde terão como missão desenvolver campanhas para melhorar a imagem do país, segundo reportagem da revista ''Time''. O Pentágono também anunciou, segundo o jornal argentino ''La Nación'', que pretende atualizar seus ''planos de contingência'' para a Bolívia e a Venezuela.
O primeiro programa pertence a nova unidade do Departamento da Defesa denominada Elemento Conjunto de Apoio a Operações Psicológicas (apelidado de ''gypsy'', ou ''cigano'', em inglês, a partir da sigla original, JPSE), e conta com um orçamento inicial de US$ 77,5 milhões (cerca de R$ 190 milhões) para sete anos.
A equipe pretendia contratar quatro agências de relações públicas e de publicidade nos EUA na última semana para desenhar a estrutura básica das campanhas. O JPSE, que já conta com 38 especialistas em operações psicológicas, além de um cinegrafista e um artista gráfico para editar filmes e vídeos, deve aumentar esse contingente para 113 pessoas até o ano que vem.
Apesar de sofrer críticas, o diretor do JPSE, Jim Treadwell, disse à ''Time'' que as campanhas ''sempre dirão a verdade'' e não haverá distorções. Uma iniciativa anterior do Pentágono, o Escritório de Influência Estratégica, foi fechado sob acusações, nunca provadas, de plantar notícias falsas na imprensa estrangeira.
O ''La Nación'', citando fontes ligadas à Casa Branca, afirmou na edição de onteme que o Pentágono está atualizando seus planos de operações militares na América Latina, dando ênfase à Bolívia, palco recente de uma crise que culminou na renúncia do presidente Carolos Mesa, e a Venezuela do presidente Hugo Chávez.
O Pentágono não quis confirmar nem desmentir. ''As Forças Armadas dos EUA têm a responsabilidade de estarem preparadas para todo tipo de contingência, mas, por razões de segurança, não revelamos detalhes sobre seus planos'', disse ao jornal o porta-voz do Departamento da Defesa para América Latina, Alvin Plexo.


