São Paulo - O presidente americano, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que os Estados Unidos estão dispostos a negociar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Obama conversou com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pelo telefone, em meio à intensificação da Operação Margem Protetora, de ofensiva de Israel em Gaza. Os EUA já haviam declarado que uma trégua era de interesse dos dois lados. Nesta quinta-feira, cresceram os rumores de uma invasão iminente de Gaza por Israel.
O secretário de Estado, John Kerry, condenou os ataques de foguetes por militantes de Gaza, e exaltou o direito de defesa de Israel. "Nenhum país pode aceitar ataques com mísseis contra a população civil, portanto apoiamos completamente o direito de Israel de se defender", disse, em visita à China.
O diplomata também conversou com Netanyahu, e prometeu ajuda para interromper os ataques do Hamas. Em um comunicado, o Hamas afirmou que Kerry é "responsável pelo assassinato de crianças palestinas". Desde terça, Israel já realizou mais de 860 ataques aéreos, deixando ao menos 81 palestinos mortos.
O Egito abriu parcialmente a fronteira com Gaza, na cidade de Rafah, para que os feridos pudessem passar.
Militantes de Gaza já atiraram mais de 350 foguetes em território israelense. A maioria foi interceptada pelo "Domo de Ferro". Pela primeira vez desde 2012, um míssil palestino caiu sobre Jerusalém.

REUNIÃO
O Conselho de Segurança da ONU se reuniu na quinta para discutir a situação. O secretário geral da organização, Ban Ki-moon, fez um apelo por um acordo de cessar-fogo na região. Ele afirmou que a paz não será possível enquanto o Hamas não parar de atirar foguetes em Israel, mas que "o uso excessivo da força e a ameaça à vida de civis não são aceitáveis". "Mais uma vez, civis palestinos estão entre a irresponsabilidade do Hamas e a resposta dura de Israel", disse.

mockup