EUA tentam convencer
o Paquistão a não
fazer teste atômico
Deutsche Presse
Uma delegação do governo norte-americano chega hoje a Islamabad, a capital do Paquistão, para tentar convencer as autoridades desse país a não responderem com novos testes nucleares à provocação da Índia, seu tradicional inimigo, que esta semana detonou cinco artefatos atômicos.
O governo do Paquistão qualificou ontem o Tratado de Proibição de Testes Nucleares de ‘‘irrelevante’’ depois das experiências realizadas pela Índia, atitude que foi interpretada como um anúncio de que Islamabad vai realizar seus próprios testes atômicos, apesar da pressão internacional para que não o faça. A Índia se negou a assinar o tratado, que classifica de discriminatório. O premier paquistanês Nawaz Sharif reiterou ontem que não se submeterá a pressões ‘‘unilaterais, seletivas e discriminatórias’’ e afirmou que o Paquistão fará o necessário em defesa de sua segurança.
O embaixador paquistanês junto à ONU, Munir Akram, disse ontem em Genebra que as ações da Índia não ficarão sem resposta e destacou a capacidade de seu país de construir armas atômicas. O diplomata qualificou de insuficientes as sanções econômicas contra a Índia que os Estados Unidos anunciaram anteontem.

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