Washington - O Departamento de Estado americano emitiu ontem um aviso de alerta terrorista em razão de riscos de atentados contra interesses dos Estados Unidos no mundo inteiro.
''Percebemos cada vez mais indicações de que Al-Qaeda se prepara para atacar os interesses americanos no estrangeiro'', precisou o Departamento de Estado em um comunicado. ''Não podemos descartar a possibilidade de que Al-Qaeda tente um segundo atentado catastrófico nos Estados Unidos'', assinalou o Departamento de Estado.
Os Estados Unidos decidiram aumentar este domingo o nível de alerta terrorista de ''elevado'' (amarelo) a ''muito elevado'' (laranja), devido ao aumento de riscos de atentados durante o período de festas de fim de ano, anunciou o secretário da Segurança Interna, Tom Ridge. Ridge informou durante ma entrevista à imprensa que os atentados que estariam sendo planejados podem ser ainda ''mais devastadores'' do que os de 11 de setembro de 2001. (AFP)
Bush mira Arafat - Jerusalém - ''Temos que nos livrar de Arafat'', declarou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, numa entrevista à imprensa na Casa Branca organizada por causa das festas de Natal e Ano Novo, segundo a edição deste domingo do jornal israelense Yediot Ajaronot.
Estas afirmações foram apresentadas horas depois de um importante discurso pronunciado na noite de quinta-feira pelo primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, destacou o jornal.
Os Estados Unidos consideram Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestina, ''um obstáculo para a paz'' e o condena por não combater o terrorismo.
Em seu pronunciamento na quinta-feira, Sharon advertiu que ordenaria de forma unilateral o desmantelamento de certas colônias e a anexação de outras dentro de um prazo de alguns meses caso os palestinos não cessarem os atos de violência da Intifada.
''Os discurso estão bem, mas são apenas palavras. Espero atos. Agora é tempo de fazer muitas coisas no Oriente Médio. Sinto que devo atuar nessa direção'', disse Bush segundo o Yediot Ajaronot.
O presidente americano também afirmou que continuava ''comprometido'' com sua visão de dois Estados, Israel e Palestina vivendo lado a lado em paz, acrescentou a publicação israelense.

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