EUA temem ataque durante eleições
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quinta-feira, 08 de julho de 2004
Charlotte Raab<br>France Presse 
Washington - A rede Al-Qaeda está preparando um atentado nos Estados Unidos durante a campanha para as eleições presidenciais de novembro, afirmou ontem o secretário de Segurança Interna americano, Tom Ridge, ao prestar contas diante dos senadores americanos quanto à posição do governo sobre o terrorismo.
''Há informações sólidas que indicam que a Al-Qaeda está avançando em seus planos para realizar um ataque em grande escala nos Estados Unidos, como parte de um esforço por alterar nosso processo democrático'', afirmou Ridge, que visitou o congresso em companhia do diretor do FBI, Robert Mueller.
''Sabemos que eles têm capacidade de fazer isso, e que têm a convicção errônea de que seus atentados terão um impacto na determinação americana'', acrescentou.
''Não temos informações exatas do momento, lugar e nem da forma de ataque. Mas a CIA, o FBI e outras agências estão trabalhando ativamente para obter essa informação''. Por ora, o atual nível amarelo (elevado) de alerta terrorista nos Estados Unidos não será alterado, informou Ridge.
Há várias semanas que o governo americano assegura temer um atentado nos próximos meses. Em particular, os funcionários governamentais afirmam que os terroristas desejam prejudicar as eleições, como o fizeram na Espanha, em 11 de março, quando realizaram um atentado contra quatro trens suburbanos, três dias antes das eleições espanholas, provocando a inesperada derrota do partido conservador no poder e aliado de Washington no Iraque.
''Não há informações específicas de que a Al-Qaeda planeje ataques contra o lançamento oficial da campanha democrata em Boston (no final de julho) ou da republicana em Nova York (final de agosto), afirmou Ridge.
Alguns jornalistas acham que esses alertas podem ter uma motivação política para gerar uma associação do tipo ''voto para o democrata John Kerry equivale a um voto em Osama bin Laden''.
''Esta é uma interpretação falsa'', contestou Ridge. ''No clima posterior ao de Madri, considero muito importante manter os americanos regularmente informados sobre as medidas tomadas contra o risco de atentados'', justificou-se diante dos senadores.


