EUA têm o dia mais mortífero no Iraque
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2005
France Presse 
Washington - As forças americanas registraram nesta quarta-feira o dia mais mortífero desde a invasão do Iraque, em março de 2003, com o presidente George W. Bush admitindo que as baixas militares desestimulavam os americanos.
''O que aconteceu hoje - 37 soldados americanos mortos - é desanimador para o povo dos Estados Unidos. Entendo este sentimento, pois valorizamos a vida. Choramos e nos entristecemos com a perda de militares'', declarou Bush em entrevista coletiva.
O presidente se referia à morte de 31 soldados na queda do helicóptero que os transportava, e a de pelos menos outros seis em diversas operações militares no Iraque. Mais de 1.370 soldados morreram no Iraque desde a invasão americana, segundo uma informação emitida pelos porta-vozes do Pentágono no início deste mês.
Bush reafirmou no entanto, que apesar do número de soldados americanos mortos, os Estados Unidos não podiam renegar seu compromisso a longo prazo de propagar a liberdade. ''O mais importante é nosso compromisso a longo prazo: semear a liberdade'', insistiu Bush.
Sem o sacrifício das tropas americanas, ''o Oriente Médio seguirá sendo um caldeirão de ódio e ressentimento, assim como um local de recrutamento para aqueles cuja visão do mundo é exatamente oposta à nossa'', considerou o presidente americano.
Quando um jornalista lembrou que cada vez mais americanos estavam preocupados com os imensos recursos humanos e financeiros investidos no Iraque, Bush respondeu: ''A decisão que tomamos hoje pode afetar a vida das pessoas dentro de 30, 40 ou 50 anos''.
Bush sustentou que os Estados Unidos estavam progredindo, ao ajudarem o Iraque a conquistar sua democracia. ''A longo prazo, nossos filhos e netos serão beneficiados pela existência de um Iraque livre'', afirmou.
O presidente também insistiu em que o número de soldados americanos no país árabe deverá ser mantido até que o exército local seja capaz de defender sozinho sua nação.
''No que se refere aos militares, é óbvio que manteremos as tropas necessárias para cumprir nossa missão, que é colocar o Iraque em condições de se defender dos terroristas, sejam eles nativos ou estrangeiros'', afirmou.
Bush declarou que o importante era estabelecer ''uma boa rede de comando, desde a patente mais alta à mais baixa'' nas forças iraquianas. Está sendo cogitado atualmente o aumento do número de conselheiros militares americanos para acelerar o treinamento das tropas locais.
O primeiro-ministro iraquiano Iyad Allawi advertiu nesta terça-feira que seria imprudente determinar um prazo para a retirada das tropas americanas do Iraque, e afirmou que o contingente americano somente abandonará o país quando as forças iraquianas estiverem em condições de eliminar a insurgência sem ajuda exterior.


