EUA suspendem emissão de visto em Honduras
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Folhapress 
São Paulo - Os Estados Unidos anunciaram ontem que vão suspender a emissão da maioria dos vistos na embaixada americana em Honduras a partir de hoje em reação à recusa do governo interino do país em assinar um acordo para o retorno ao poder do presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya.
Será suspensa emissão de vistos para não imigrantes e casos de não emergência, o que representa quase a totalidade de vistos para hondurenhos que querem viajar a território americano.
O porta-voz do Departamento do Estado, Ian Kelly, disse que os Estados Unidos consideram o acordo de San José, patrocinado pelo presidente costa-riquenho, Óscar Arias, a melhor solução para o impasse iniciado com a deposição de Zelaya, que foi tirado do poder e expulso do país em 28 de junho.
Kelly também afirmou que a medida foi tomada em apoio à missão de chanceleres da OEA (Organização dos Estados Americanos), que chegou a Tegucigalpa, acompanhada pelo secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, para pressionar o governo a aceitar o plano de Arias.
Os EUA acreditam, segundo Kelly, que o Acordo de San José poderia restaurar a ordem democrática e constitucional e resolver a crise política em Honduras.
A mulher de Zelaya, Xiomara Castro, que permanece em Honduras e lidera manifestações de rua contra o novo governo, disse que o presidente exilado aceitou todos os 12 pontos do acordo, incluindo o abandono de seus esforços para mudar a Constituição de Honduras, movimento que foi utilizado por seus adversários como justificativa para a deposição.
O governo Micheletti se recusa a aceitar todos os pontos do acordo, alegando que muitos dos itens dependem de questões legais e jurídicas que estão além de seu poder.
Neste fim de semana, a Suprema Corte de Honduras, que apoiou a deposição de Zelaya e a posse de Micheletti na Presidência, rejeitou vários pontos da proposta. Em um comunicado, o tribunal reafirmou que, se Zelaya regressar ao país, será para se submeter à Justiça, e não para recuperar o poder.


