Washington A Casa Branca esclareceu ontem que seu apelo a ''eleições antecipadas'' para solucionar a crise da Venezuela não pretendeu sugerir saídas fora da Constituição ao país.
''Não estamos pedindo mudanças na Constituição'', disse Ari Fleischer, porta-voz da Casa Branca, esclarecendo uma declaração de sexta-feira passada na qual afirmou que ''o único caminho pacífico e politicamente viável para sair da crise é através de eleições antecipadas''.
Fleischer destacou que a mesma declaração de sexta-feira passada instava o governo do presidente Hugo Chávez a ''exercer suas responsabilidades constitucionais'', e acrescentou que ''tudo o que o governo dos Estados Unidos pediu está no âmbito da Constituição da Venezuela''.
Precisou que a Constituição venezuelana contempla a possibilidade de remover qualquer funcionário eleito mediante um referendo revogatório na metade de seu mandato, o que no caso de Chávez seria possível em agosto de 2003.
''O que os Estados Unidos desejam é que os venezuelanos resolvam eles mesmos seus problemas de forma pacífica através do diálogo e das urnas eleitorais. Neste último caso as urnas incluem o referendo revogatório'', insistiu.

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