Bagdá- O ataque contra um helicóptero norte-americano no Iraque o maior e mais sangrento contra as forças da colizão desde o fim das principais operações militares decretadas pelos EUA, em 1º de maio causou a morte de 15 soldados e deixou 21 feridos ontem, segundo informações de fontes militares dos EUA.
''Quinze morreram e 21 foram feridos'', disse o coronel Bill Darley, porta-voz do Exército dos EUA, acrescentando que equipes do Exército investigam as causas da queda da aeronave. Apenas as 28 baixas americanas ocorridas no dia 23 de março (terceiro dia da Guerra do Iraque) ultrapassam as mortes do ataque de ontem.
O helicóptero Ch-46 Chinook, da Brigada Aérea, foi atingido perto de Amariya, subúrbio de Fallujah, 50 km a oeste de Bagdá. Os soldados se dirigiam ao aeroporto para viajar para Europa e Estados Unidos, onde passariam férias, segundo o porta-voz militar. Os Chinook são aparelhos pesados polivalentes, utilizados para operações de comando das forças especiais.
As causas do incidente ainda são desconhecidas. Informações de testemunhas dão conta que mísseis terra-ar teriam sido lançados contra o helicóptero. As autoridades dos EUA dizem apenas que a aeronave foi derrubada por uma ''arma desconhecida''.
Seis meses depois, as tropas americanas continuam sendo alvo de ataques cada vez mais frequentes. Durante o pós-guerra no Iraque, mais de 200 militares americanos já morreram em combates e atentados.
Apesar do revés sofrido pelas tropas norte-americanas na manhã de ontem, o secretário de Estado dos EUA, Donald Rumsfel, disse que o governo (dos EUA) dará continuidade à guerra contra o terrorismo e à ação no Iraque.
''A única coisa a ser feita é levar aos terroristas a guerra contra o terror'', disse, após receber o balanço parcial das vítimas do ataque contra o helicóptero dos EUA no Iraque. ''Não podemos nos esconder e esperar que nos ataquem novamente.''
O ataque ocorreu um dia depois de o administrador civil americano do Iraque, Paul Bremer, ter prometido aos iraquianos uma transferência ''acelerada'' do poder e revelado que Saddam Hussein está vivo e escondido em algum lugar do país. ''Acreditamos que Saddam está vivo, e no Iraque. Sua captura ou sua eliminação são nossa primeira prioridade'', afirmou Bremer.

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