São Paulo - Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira a revogação de vistos a integrantes do governo da Venezuela, a primeira sanção americana ao país desde as manifestações contra o presidente Nicolás Maduro, iniciadas em fevereiro.
Pelo menos 43 pessoas morreram e centenas ficaram feridas nos protestos, que tiveram seu ponto alto entre março e maio. Outros 87 manifestantes seguem presos, incluindo líderes da oposição radical, como o ex-prefeito Leopoldo López.
Segundo a porta-voz do Departamento de Estado americano, Marie Harf, os venezuelanos que foram alvo das sanções estavam envolvidos em violações dos direitos humanos e na repressão aos protestos de grupos opositores. "As forças do governo responderam [aos atos] com prisões arbitrárias, uso excessivo da força e intimidação judicial. Vimos esforços repetidos para reprimir a expressão legítima de discordância", justificou.
A lista de nomes não foi divulgada devido à política americana para concessão de vistos. Segundo a agência de notícias Efe, dirigentes das forças de segurança e parlamentares estão entre os que tiveram suas permissões de entrada cassadas. "Mesmo que não identifiquemos publicamente esses indivíduos, nossa mensagem é clara: aqueles que cometeram esses abusos não serão bem-vindos nos Estados Unidos."
Em entrevista coletiva, o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Elías Jaua, disse não ter sido notificado pelo governo americano.

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