EUA rejeitam 'intromissões' em Cuba
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sábado, 05 de agosto de 2006
France Presse 
Washington - O congressista cubano-americano Lincoln Díaz-Balart pediu ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que não interfira em Cuba para evitar um processo democrático e advertiu que Washington rejeitará uma intervenção externa na ilha caribenha.
A intenção dos Estados Unidos é de não permitir que haja intervenção externa no processo da devolução da soberania ao povo cubano, afirmou o representante republicano da Flórida, ao ser consultado sobre as relações estreitas de Chávez com Fidel Castro.
Se alguém acredita no mundo que vai poder interferir em Cuba para evitar o processo rumo à democracia, está equivocado, advertiu Díaz-Balart, após a entrega provisória do poder pelo presidente cubano, Fidel Castro, a seu irmão Raúl por razões de saúde.
Os Estados Unidos não vão permitir que forças externas entrem em Cuba para ditar aos cubanos que não podem ter eleições livres, acrescentou o congressista.
A Venezuela é o maior apoio do regime cubano com um programa de cooperação petrolífera, mediante o qual envia 98.000 barris diários de cru a Cuba. Em troca, Havana apóia programas de saúde, sociais e educativos, e mantém cerca de 30.000 médicos cubanos neste país.
Segundo Díaz-Balart, calcula-se que a ajuda venezuelana a Cuba fica entre 1 bilhão e 2 bilhões de dólares por ano, um apoio que contribuiu para aliviar economicamente o país caribenho, submetido a um embargo americano há 44 anos.
Chávez e Fidel mantêm uma estreita relação pessoal, desde que o então tenente coronel retirado visitou Cuba pela primeira vez em 1994, ao sair da prisão onde esteve detido dois anos por uma tentativa de golpe de Estado.
O presidente venezuelano usa Cuba como exemplo em diversas ocasiões e chegou a dizer que esse país representa o mar da felicidade para o qual deveria se encaminhar a Venezuela.


