Washington - O congressista cubano-americano Lincoln Díaz-Balart pediu ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que não interfira em Cuba para evitar um processo democrático e advertiu que Washington rejeitará ‘‘uma intervenção externa’’ na ilha caribenha.
  ‘‘A intenção dos Estados Unidos é de não permitir que haja intervenção externa no processo da devolução da soberania ao povo cubano’’, afirmou o representante republicano da Flórida, ao ser consultado sobre as relações estreitas de Chávez com Fidel Castro.
  ‘‘Se alguém acredita no mundo que vai poder interferir em Cuba para evitar o processo rumo à democracia, está equivocado’’, advertiu Díaz-Balart, após a entrega provisória do poder pelo presidente cubano, Fidel Castro, a seu irmão Raúl por razões de saúde.
  ‘‘Os Estados Unidos não vão permitir que forças externas entrem em Cuba para ditar aos cubanos que não podem ter eleições livres’’, acrescentou o congressista.
  A Venezuela é o maior apoio do regime cubano com um programa de cooperação petrolífera, mediante o qual envia 98.000 barris diários de cru a Cuba. Em troca, Havana apóia programas de saúde, sociais e educativos, e mantém cerca de 30.000 médicos cubanos neste país.
  Segundo Díaz-Balart, ‘‘calcula-se que a ajuda venezuelana a Cuba fica entre 1 bilhão e 2 bilhões de dólares por ano’’, um apoio que contribuiu para aliviar economicamente o país caribenho, submetido a um embargo americano há 44 anos.
  Chávez e Fidel mantêm uma estreita relação pessoal, desde que o então tenente coronel retirado visitou Cuba pela primeira vez em 1994, ao sair da prisão onde esteve detido dois anos por uma tentativa de golpe de Estado.
  O presidente venezuelano usa Cuba como exemplo em diversas ocasiões e chegou a dizer que esse país representa ‘‘o mar da felicidade’’ para o qual deveria se encaminhar a Venezuela.

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