Washington - Pouco depois do último atentado suicida contra Israel, os Estados Unidos reconheceram ontem que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, não pode controlar todos os terroristas.
O governo de Washington atribuiu parte da responsabilidade pelos episódios de violência a países da região, como Síria, Irã e Iraque, aos quais acusa de promover o terrorismo no Oriente Médio.
‘‘Ninguém pediu a Arafat 100% de resultados. Foi pedido a ele 100% de esforço’’, afirmou a conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice.
Em declarações à rede de TV CNN, Rice reconheceu que há ‘‘forças externas que apóiam o terrorismo’’, citando diretamente a Síria, o Irã e o Iraque.
O vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, reiterou o discurso ao dizer que ‘‘há um tipo de atentado que ele (Arafat) não pode controlar’’.
Cheney citou como exemplos concretos os ataques do Hezbolá e do Hamas, dois grupos radicais que não estão sob o controle de Arafat, recebem apoio externo e se opõem ao processo de paz com Israel.
Ainda assim, o vice-presidente fez questão de ressaltar que outros atentados foram perpetrados por organizações palestinas mantidas sob o controle de Arafat.
Cheney frisou a importância de se controlar a violência, pois ‘‘não vamos voltar a colocar o processo de paz em andamento enquanto a violência não acabar’’.
O tom das declarações de Washington é certamente novo, já que durante meses o Governo americano exigiu de Arafat o ‘‘máximo esforço’’ para impedir os atentados terroristas suicidas, acusando-o de não se mobilizar suficientemente.

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