Os Estados Unidos insistiram ontem que querem ler detalhadamente o acordo fechado em Bagdá. Idêntica posição foi tomada pela Grã-Bretanha. Mas a maioria dos países estava otimista de que ele irá evitar ataques aéreos contra o Iraque por causa de inspeções de armas da ONU.
A Rússia e as nações árabes eram as mais entusiasmadas em saudar a solução diplomática alcançada no fim de semana pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
O Kuwait, cuja invasão pelo Iraque provocou a Guerra do Golfo de 1991, anunciou que não tinha fé em Bagdá.
‘‘Não confiamos no Iraque. Nós confiamos no Conselho de Segurança (da ONU)’, afirmou o ministro do Exterior, xeque Sabah al-Ahmad al-Sabah.
O presidente Bill Clinton recusou-se a fazer comentários e apenas disse que tinha conversado com Annan no domingo e com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, ontem.
O assessor de Segurança Nacional Sandy Berger afirmou que se o acordo com o presidente Saddam Hussein atender às exigências da administração, ‘‘ficaremos muito, muito gratificados’’.
Mas ele acrescentou que os Estados Unidos irão manter a força naval e os 27 mil soldados que concentraram no Golfo.

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