Nova York - Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha apresentaram ontem ao Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução que contempla a plena restituição de poderes civis ao novo governo de transição iraquiano e a permanência de suas tropas no país, prevista para pelo menos um ano, com mandato renovável.
O texto da proposta da resolução expressa o apoio do Conselho de Segurança '' à formação de um governo soberano do Iraque que assumirá funções no dia 30 de junho de 2004'', segundo uma cópia do documento obtida pela AFP, e que pode sofrer mudanças depois das reuniões do conselho.
Também ''parabeniza o compromisso assumido de concluir a ocupação no dia 30 de junho de 2004, momento no qual a Autoridade Provisória da Coalizão deixará de existir e o governo interino do Iraque assumirá a responsabilidade e a autoridade para governar um Iraque soberano''.
Este governo deve comandar o país até a realização das eleições de 31 de dezembro ou no mais tardar no dia 31 de janeiro de 2005. No país, ficará um contingente das até agora potências ocupantes sob o comando ''unificado'' encarregado de ''tomar as medidas necessárias para contribuir com a manutenção da segurança e da estabilidade no Iraque'' e a ''prevenção e dissuasão do terrorismo''.
''O mandato da força multinacional será revisto 12 meses depois da data de aprovação da resolução, ou a pedido do governo de transição iraquiano'', informa o texto.
A resolução, que teve suas diretrizes traçadas depois de semanas de reuniões informais entre as 15 nações membros do conselho, autoriza também a permanência no país de uma força multinacional, ''com o consentimento, através de consultas e em colaboração'' com o governo de transição iraquiano, acrescentou Perry.
O encontro começou ontem e não se espera que o texto seja votado antes do final de maio, quando o emissário da ONU no Iraque, Lakhdar Brahimi, deve comparecer ao conselho para apresentar seu informe sobre a configuração do próximo executivo iraquiano.
Ontem, uma explosão destruiu um veículo civil blindado ontem perto da entrada da sede da administração dos EUA no Iraque, a chamada ''Zona Verde'', em Bagdá, deixando ao menos quatro mortos, disseram soldados.

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