São Paulo - O presidente Barack Obama aprovou uma proclamação ontem proibindo a entrada nos Estados Unidos de qualquer pessoa que tenha participado em crimes de guerra ou outras graves violações de direitos humanos. A informação foi divulgada pela rede de TV CNN.
Segundo a nova lei, que entra em vigor imediatamente, o secretário de Estado será o responsável por determinar quem poderá ou não entrar no país. Exceções poderão ser feitas em prol dos interesses externos dos EUA.
''O respeito universal pelos direitos humanos e pelo direito internacional humanitário e a prevenção de atrocidades promove internacionalmente os valores dos EUA e os interesses fundamentais do país em ajudar a assegurar a paz, deter agressões, promover a justiça, o combate ao crime e à corrução, fortalecer a democracia e prevenir crises humanitárias ao redor do mundo'', afirmou Obama.
O presidente também ordenou a criação de um Conselho de Prevenção de Atrocidades para ajudar a fortalecer a habilidade dos EUA em prevenir desastres e tragédias. O novo painel interagencial deve entrar em vigor em 120 dias.
''Sessenta e seis anos depois do Holocausto e 17 anos depois de Ruanda, os Estados Unidos ainda não possuem uma política ampla e mecanismos interagenciais correspondentes para prevenir e responder a atrocidades em massa e genocídios'', afirmou Obama em uma nota divulgada à imprensa. ''Isto nos deixou pouco preparados para engajar cedo, de maneira pró-ativa e decisiva para prevenir que ameaças evoluam para atrocidades em larga-escala contra civis.''

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