EUA pressionam a Iugoslávia
WASHINGTON - Os Estados Unidos, descontentes com a anulação dos resultados das eleições municipais na República Federal da Iugoslávia (RFI, Sérvia e Montenegro), condicionam o levantamento das últimas sanções que pesam sobre Belgrado ao respeito das regras democráticas por parte do presidente Slobodan Milosevic.
Em Belgrado, cerca de 100.000 pessoas fizeram manifestação ontem de protesto contra o cancelamento dos resultados das eleições municipais de 17 de novembro passado, que deram vitória à oposição nas principais cidades sérvias.
Os Estados Unidos mantêm sua última série de sanções contra a Sérvia como forma de demonstrar seu descontentamento com as ações antidemocráticas, com a falta de compromisso sobre os crimes de guerra e os problemas de Kosovo, afirmou nesta semana o porta-voz do Departamento de Estado, Nicholas Burns.
Até agora, Washington havia justificado a manutenção dessas sanções - que impedem a Belgrado de recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial (BM) - por causa da recusa da RFI de cooperar com a comunidade internacional para deter os criminosos de guerra sérvios e pelas restrições impostas à população de origem albanesa que vive na província iugoslava de Kosovo.
Em outubro passado, o Conselho de Segurança da ONU decretou o fim das sanções internacionais que haviam sido impostas tanto à República da Iugoslávia quanto aos sérvios da Bósnia Herzegovina. Em relação à Bósnia, elas foram suspensas em novembro de 1995, depois da assinatura dos acordos de paz de Dayton.





