Washington Quando o presidente George W. Bush ordenar o ataque ao Iraque, sobre Bagdá cairá um dilúvio de bombas ''inteligentes'' e depois e, ao mesmo tempo, tropas dos Estados Unidos surgirão do deserto para aniquilar sem perdão o presidente Saddam Hussein.
A ofensiva que dará início à Segunda Guerra do Golfo terá como principal bjetivo o círculo íntimo de Saddam Hussein, a Guarda Republicana, as forças de segurança, os bunkers, as redes de comunicação e as bases de defesa antiaéreas e os aeroportos.
Os Estados Unidos tentarão aniquilar toda a resistência e matar ou isolar Saddam Hussein de suas forças armadas, das armas de destruição em massa e da população iraquiana.
Esse é o cenário de guerra que os analistas militares imaginam, de acordo com a informação que vazou da administração Bush sobre os planos de guerra.
Os Estados Unidos planejam uma guerra curta e diferente do conflito de 1991, assegurou o chefe do Estado Maior Conjunto dos Estados Unidos, Richard Myers.
''O melhor modo de fazê-lo é produzir tamanho dano no sistema de defesa do regime iraquiano que Bagdá deva reconhecer imediatamente que a derrota é inevitável'', explicou.
Em compensação, ainda persistem dúvidas sobre a criação de uma segunda frente a partir da fronteira norte do Iraque, pois o parlamento turco não decidiu se permitirá a mobilização de tropas americanas em seu território.
Oficiais dos Estados Unidos admitiram que a perda do acesso a partir da Turquia complicará os planos, mas têm outras opções para constituir uma frente norte.
Aparentemente existe um amplo consenso sobre o fato de que esta guerra será diferente, com ações simultâneas de forças terrestres, ofensivas aéreas, chuva de mísseis de precisão e bombardeios em massa.
''Acho que vai ser um esforço em todos os níveis'', disse William Nash, um general reformado que comandou uma brigada de blindados na guerra de 1991 e também integrou o comando das forças norte-americanas na guerra da Bósnia em 1995.
''Some o Panamá em 1989 mais a operação Tempestade do Deserto de 1991 e multiplique por uma dezena de anos de melhorias no equipamento, comando, controle e treinamento, teremos uma imagem do que vamos ver'', prognosticou.
A invasão norte-americana no Panamá, que derrubou o general Manuel Noriega, também compreendeu um ataque simultâneo por ar, mar e terra.
Desde então, a revolução registrada pelas armas de precisão e de inteligência e vigilância possibilita um ataque complexo com movimentos rápidos, dizem os analistas.
Isso será a chave do colapso que os Estados Unidos buscam provocar no regime de Bagdá, antes que o Iraque possa agir.
''Acho que, quando começar o ataque, será imperativo que as tropas terrestres atuem ao mesmo tempo que a força aérea'', explicou Andrew Krepinevich, um estrategista militar e conselheiro do Pentágono.

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