Nova York- O presidente americano, Donald Trump, prepara o envio de 800 soldados do Exército para reforçar a fronteira com o México e bloquear a entrada de uma caravana de migrantes da América Central que se dirige aos Estados Unidos, segundo autoridade do Departamento de Defesa citada pelo jornal "The New York Times". No grupo, haverá engenheiros para ajudar a construir tendas e cercas, médicos e especialistas para operar drones posicionados ao longo da divisa.

Desde que a caravana de migrantes partiu de San Pedro Sula, em Honduras, no dia 13, Trump tem manifestado fortes críticas e feito ameaças aos integrantes da marcha - em sua maioria hondurenhos, mas também com cidadãos de Guatemala e do México, entre outros. O presidente americano já ameaçou cortar a ajuda à América Central e fechar a fronteira com o México.

Na noite de segunda-feira (22), num comício no Texas, Trump disse haver criminosos infiltrados na caravana. Ele afirmou que havia pessoas do Oriente Médio no grupo. Já o vice-presidente americano, Mike Pence, disse nesta terça (23) que o presidente de Honduras lhe informou que a caravana de migrantes foi organizada por grupos de esquerda financiados pela Venezuela.

"O que o presidente de Honduras me disse é que foi organizada por grupos esquerdistas de Honduras financiados pela Venezuela e enviados ao norte para desafiar a nossa soberania e a nossa fronteira", declarou Pence em um evento organizado pelo jornal "The Washington Post". Ele não apresentou provas para comprovar a alegação.

Não é a primeira vez que o presidente ameaça usar forças militares para impedir a entrada de imigrantes nos EUA. Em abril, quando outra caravana de migrantes atravessava o México em direção ao país, o republicano defendeu que tropas americanas detivessem o fluxo, sugerindo que fizessem o que autoridades migratórias não conseguiam. Mas, após discutir o tema com autoridades, solicitou apenas que guardas nacionais fossem mobilizados para atuar em funções de apoio.

mockup