Japão - A Força Aérea dos Estados Unidos posicionou ontem dois aviões de último modelo do caça invisível F-22A na estratégica ilha de Okinawa, no extremo sul do Japão. O fato acontece dias depois do acordo sobre a crise nuclear com a Coréia do Norte.
Os dois aviões, que ficam invisíveis aos radares a uma velocidade supersônica, chegaram ontem à base aérea americana de Kadena, em Okinawa, perto de Taiwan e Coréia do Norte.
Esta é a primeira vez que os Estados Unidos posicionam um F-22A fora de seu território.
Segundo a imprensa local, mais dez F-22A Raptors vindos da base aérea de Langley (Virginia) devem chegar hoje a Okinawa, via Havaí.
A mobilização dos aviões de caça e seu pessoal, que inclui 250 pessoas, mobilizou norte-coreanos e habitantes de Okinawa.
Pyongyang criticou a entrada dos F-22A, relacionado-a às negociações multilaterais sobre seu programa nuclear.
Em Kadena, a assembléia local adotou por unanimidade uma resolução contra o envio desses aviões, em janeiro.
Há cerca de 22 mil militares americanos em Okinawa, ou seja, mais da metade das tropas americanas posicionadas no Japão.
A chegada dos aviões atrasou sete dias devido às condições climáticas e problemas em seus sistemas de programação, segundo fontes militares americanas.
As forças dos Estados Unidos negaram informações divulgadas por um jornal japonês segundo as quais o envio dos aviões teria sido adiado para não interferir nas negociações com a Coréia do Norte, que na última terça-feira culminaram num compromisso para começar a fechar as instalações nucleares da nação comunista.
Os aviões ficarão estacionados entre ''90 e 120 dias, até o fim de abril ou início de maio'', declarou a coronel Anne Morris, porta-voz da força aérea dos Estados Unidos no Japão.
Este primeiro envio transoceânico ''revela o compromisso dos Estados Unidos com aliança de segurança entre nosso país e o Japão'', acrescentou a porta-voz.
De acordo com as forças militares dos Estados Unidos, os F-22A, que foram desenvolvidos pela Boeing e a Lockheed-Martin e entraram em serviço em dezembro de 2005, não têm similares no que se refere à capacidade de atacar alvos aéreos e terrestres sem serem detectados.

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