EUA podem garantir guarda-chuva nuclear
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domingo, 31 de maio de 2009
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, poderá assinar um compromisso referente à permanência de seu ''guarda-chuva nuclear'' sobre a Coreia do Sul durante a visita de seu colega sul-coreano a Washington, em meados de junho, informou ontem a agência local Yonhap. Segundo fontes do governo de Seul citadas pela Yonhap, pela primeira vez os Estados Unidos poderiam comprometer-se a proteger a Coreia do Sul, algo que já acontecia de maneira tácita desde o fim da Guerra da Coreia em 1953.
Segundo fontes do escritório presidencial, ambos os líderes poderiam assinar um comunicado conjunto referente à proteção americana de seu aliado asiático mediante a dissuasão nuclear. No encontro entre o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, e seu colega Barack Obama na Casa Branca, ambos falarão sobre a crise suscitada após o segundo teste nuclear da Coreia do Norte. A reunião vai acontecer no dia 16 de junho e nela os dois líderes discutirão medidas de resposta à Coreia do Norte pelo teste nuclear.
No sábado, o governo norte-americano decidiu reforçar sua presença no Pacífico com o envio de 12 caças F-22 Raptors ao Japão. Os aviões militares, que decolaram do Estado da Virgínia, chegaram à base aérea de Kadena, localizada na província japonesa de Okinawa. De acordo com fontes do Departamento de Defesa, os aviões fazem parte dos dois esquadrões que a Força Aérea americana montou nos últimos quatro meses com objetivo de reforçar a segurança no Pacífico Ocidental.
''Não ficaremos parados enquanto a Coreia do Norte desenvolve capacidade para semear a destruição'', disse Gates. ''A política dos Estados Unidos não mudou. Nosso objetivo é a desnuclearização completa e inquestionável da península coreana, e nós não vamos aceitar que a Coreia do Norte seja um Estado nuclearizado.''
As medidas dos Estados Unidos foram tomadas depois que fonte de Washington disse a um jornal sul-coreano que Pyongyang prepara a transferência de um míssil balístico intercontinental de uma fábrica próxima à capital para uma base de lançamento na costa Leste.
Na semana passada, a Coreia do Norte, que apresenta um discurso cada vez mais hostil, alertou sobre a possibilidade de um conflito, dizendo que não estava mais amarrada a um armistício que encerrou com a Guerra das Coreias (1950 a 1953), e fez ameaças caso receba sanções do Conselho de Segurança. O governo afirma que vai agir ''em legítima defesa''.
O país ganhou milhões de dólares ao exportar tecnologia de mísseis ao Oriente Médio, dizem analistas de defesa, e há temores de que a nação possa fazer o mesmo com o seu novo know-how nuclear.


