Washington Os Estados Unidos estão prontos para ir à guerra contra o Iraque sem a participação direta da Grã-Bretanha se for necessário, disse ontem o secretário da defesa Donald Rumsfeld
Consultado sobre uma eventual negativa do parlamento britânico num envolvimento militar se o presidente George W. Bush apelar para o uso da força sem o apoio da ONU, Rumsfeld respondeu: ''Não está claro o que Londres vai finalmente decidir''. Mas, acrescentou em seguida: ''Se eles puderem participar, serão bem-vindos. Se não puderem, há muitas maneiras de resolvermos isso, sem que os ingleses se envolvam em uma intervenção''.
Nova resolução A Casa Branca informou que o Conselho de Segurança da ONU se pronunciará esta semana sobre a nova resolução, que abre o caminho para uma guerra contra o Iraque. ''A votação será esta semana'', disse o porta-voz da Casa Blanca Ari Fleischer. ''O momento exato será decidido pelos diplomatas, mas seja como for chegou a hora de os membros (do Conselho de Segurança) tomarem uma decisão'', acrescentou.
Sem adiamento O governo dos EUA rejeitou, ontem, a proposta de estender por um mês o ultimato ao Iraque marcado para o dia 17 de março para que o país se desarme pacificamente. ''Não há qualquer possibilidade disto ocorrer'', disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, durante uma entrevista coletiva sobre a proposta.
Americanos querem mais tempo para inspeções no Iraque
População opina Uma pesquisa do canal CBS divulgada segunda-feira revelou que 52% dos norte-americanos querem dar mais tempo aos inspetores da ONU para desarmar o Iraque, contra 44% que são a favor de uma intervenção militar imediata dos Estados Unidos.
Há uma semana, 60% dos entrevistados pediam mais tempo para os inspetores, e 35% apoiavam a guerra.
De acordo com a pesquisa, realizada entre os últimos dia 7 e 9, a maioria é contra uma decisão unilateral dos Estados Unidos e 60% acham que Washington deve considerar a posição de seus aliados antes de começar a guerra, contra 36% que pensam o contrário.
Aviões interceptados Dois aviões-espiões U2 norte-americanos que davam apoio aos inspetores de armas da ONU foram obrigados a voltar a sua base depois que caças iraquianos interferiram em seus vôos. ''Dois U2 voavam para missões da Unmovic'', afirmou um controlador. ''Os iraquianos interceptaram os aviões. No interesse da segurança, os chamamos de volta'', acrescentou.
Versão iraquiana O Iraque qualificou ontem de versões ''mentirosas'' as informações do Pentágono aludindo a um deslocamento de emergência de caças iraquianos durante o vôo sobre o território iraquiano dos aviões espiões norte-americanos U2.
''Trata-se de versões falsas e mentirosas'', declarou à imprensa o general Hossam Mohamed Amine, chefe do Organismo Nacional de Controle (NMD), encarregado das relações com os inspetores de desarmamento da ONU.

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