Os Estados Unidos afirmaram ontem que não excluem qualquer opção para conseguir que o Iraque volte a cooperar com os inspetores da ONU encarregados do desarmamento iraquiano (UNSCOM), e sublinharam que a atitude do presidente Saddam Hussein é inaceitável. O presidente dos EUA, Bill Clinton, que participou domingo à tarde de uma reunião do Conselho Nacional de Segurança (NSC) na Casa Branca, convocou novamente ontem seus conselheiros em política exterior para se reunirem na última hora da manhã, a fim de avaliar as opções americanas, disse seu porta-voz, Joseph Lockhart.
Clinton disse numa entrevista para uma rádio, que a atitude do Iraque é ‘‘uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU’’.
‘‘A conduta de Saddam Hussein é inaceitável’’, disse um porta-voz, mas deixou entender que EUA não planejam usar a força de imediato.
Posição britânicaO governo britânico informou ontem que não excluia ‘‘o uso da força’’ contra o Iraque ‘‘se for preciso’’, reagindo à decisão do presidente Saddam Hussein de cessar toda cooperação contra a Comissão especial da ONU encarregada do desarmamento do país (UNSCOM).
‘‘Se o uso da força for necessário, então esta decisão deve ser tomada’’, disse o porta-voz do premier Tony Blair no final de uma reunião em Downing Street sobre o assunto. De Birmingham, o ministro da defesa, George Robertson, disse ontem mesmo que Saddam Hussein deveria se submeter ‘‘à vontade’’ das Nações Unidas, ‘‘ou então enfrentar as consequências.
Apoio do ParlamentoO Parlamento iraquiano aprovou ontem a decisão das autoridades de romper a cooperação com a Comissão Especial das Nações Unidas encarregada do desarmamento do Iraque (Unscom).
Os 250 deputados iraquianos que mantiveram uma sessão extraordinária aprovaram uma resolução, ‘‘apoiando com vigor a decisão iraquiana de suspender toda forma de cooperação com a Unscom e seu chefe e de interromper suas atividades no Iraque’’.France PresseMilitares iraquianos vigiam viaturas das Nações Unidas em BagdáFrance Presse

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