Os Estados Unidos planejaram detonar uma bomba atômica na Lua, no final dos anos 50, para provar sua supremacia militar e tecnológica, logo depois que a Rússia pôs em órbita seu primeiro satélite não tripulado, o Sputnik.
‘‘O objetivo principal era impressionar o mundo com o poderio dos Estados Unidos. Não há nenhuma dúvida de que era um artefato de relações públicas’’, revelou o físico Leonard Reiffel.
O plano consistia em equipar um míssil balístico intercontinental com uma bomba atômica e fazê-lo explodir na Lua, numa região bem visível. Reiffel, de 72 anos, disse que, em oito meses de pesquisas para este projeto ultra-secreto da Força Aérea, ele e outros cientistas simularam a visibilidade da explosão, os efeitos na superfície da Lua e seus possíveis benefícios à ciência.
O projeto foi abortado quando os funcionários da Força Aérea determinaram que os riscos eram maiores que os benefícios, revelou ele. A investigação foi dirigida entre maio de 1958 e janeiro de 1959. Segundo Reiffel, mais dez pessoas trabalharam no projeto, inclusive o famoso astrônomo Carl Sagan, que morreu recentemente.

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