São Paulo - Os Estados Unidos estão prontos para o lançamento de uma nova iniciativa diplomática ante vários países europeus voltada para isolar financeiramente o Irã, informou ontem o jornal ''New York Times''.
As potências ocidentais querem que o Irã suspenda seu programa de enriquecimento de urânio, temendo que desemboque em armamento nuclear. O Irã insiste em que seu programa é pacífico e que tem direito de dar prosseguimento à elaboração de combustível nuclear.
''O plano consiste em fazer aplicar a linguagem da resolução (da ONU) para persuadir os governos estrangeiros e as instituições financeiras a cortarem seus laços com o Irã, afastando-se de negócios, de indivíduos vinculados ao programa nuclear e, por extensão, ao corpo de Guardas Revolucionários'', diz o jornal citando Stuart Levey, subsecretário do Tesouro para assuntos de terrorismo e inteligência financeira. O jornal diz que a iniciativa dos Estados Unidos é apoiada por Reino Unido e França, em meio a dúvidas da Alemanha.
Israel - O último relatório anual do Instituto para Estudos Estratégicos da Universidade de Tel Aviv, apresentado ontem, diz que Israel é ''tecnicamente'' capaz de realizar um ataque para conter o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, apesar de considerar ''prematura'' uma ação militar desse tipo.
O diretor do Instituto, Zvi Schtauber, afirmou que as sanções não farão com que o Irã renuncie a seu programa nuclear. ''Israel está tecnicamente em condições de atuar para impedir que o Irã leve adiante seu programa nuclear'', disse Schtauber, acrescentando que isso ''só deve ser feito quando não restarem outras opções''.
O relatório deste ano aborda ainda o conflito entre Israel e o Hizbollah, e fala sobre como responder ao presidente sírio Bashar al Assad, que expressou disposição para negociar com Israel.

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