Bagdá- Quatorze soldados americanos morreram nas últimas 48 horas na província rebelde de Al-Anbar, ao oeste de Bagdá, o que ilustra a força da insurgência, que ameaçou matar quatro reféns ocidentais.
  Além disso, 10 iraquianos morreram e outros 10 ficaram feridos ontem em um confronto entre rebeldes e soldados iraquianos em Adhaim, 100 km ao norte de Bagdá, informaram os serviços de segurança, sem especificar se as vítimas são civis, militares ou insurgentes.
  Dos 19 militares americanos mortos no Iraque esta semana, 14 perderam a vida em Al-Anbar, entre eles 10 marines que faleceram em uma explosão na quinta-feira em Fallujah, 50 km ao oeste da capital.
  A morte dos marines, pela qual a Casa Branca afirmou estar ‘‘entristecida’’, aconteceu um dia depois do presidente americano George W. Bush ter pronunciado um discurso no qual afirmou que seu país não se dobrará ante os que instalam bombas nem aos assassinos.
  Segundo o Pentágono, 2.125 pessoas, entre soldados e contratados do exército americano, morreram no Iraque desde a invasão do país em março de 2003.
  Tudo isso apesar de o exército dos Estados Unidos ter executado, em conjunto com os soldados iraquianos, várias operações em Al-Anbar para, segundo um comunicado militar, ‘‘reprimir a rebelião e preparar a região para as eleições de 15 de dezembro’’.
RefénsPersiste ainda uma grande preocupação com cinco reféns ocidentais. Os seqüestradores de quatro deles ameaçam matá-los, caso todos os presos iraquianos não sejam liberados antes de 8 de dezembro.
  O americano Tom Fox, de 54 anos, o britânico Norman Kember, de 74 anos, e os canadenses James Loney, de 41, e Harmeet Singh Sooden, de 32, que trabalham para a organização não governamental Christian Peacemaker Teams, foram seqüestrados em Bagdá por este grupo desconhecido até agora.
  A arqueóloga alemã Susanne Osthoff, de 43 anos, também foi seqüestrada ao lado de seu motorista iraquiano no dia 25 de novembro.

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