Washington O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, solicitou uma nova resolução das Nações Unidas para dar um papel mais importante às Nações Unidas no Iraque ante as dificuldades encontradas por suas tropas no país, mas desde que os americanos mantenham o controle das operações militares. O secretário de Estado americano, Colin Powell, anunciou que os membros do Conselho de Segurança da ONU receberão nas próximas horas um projeto de resolução com um cronograma para a normalização política do Iraque.
Os Estados Unidos também proporão a instalação de uma força de paz multinacional no país. Powell confirmou que Bush o autorizou a iniciar as negociações na ONU para obter a aprovação dessa iniciativa.
Nota da Casa Branca tentava convencer que o novo projeto de resolução faz parte da lógica americana de tentar restabelecer a paz no Iraque, pondo em destaque, no entanto, que os Estados Unidos pretendem manter o controle das operações.
Ao ser questionado sobre a mudança de estratégia de Washington, como foi definido o novo rumo do governo americano por alguns meios de comunicação, o porta-voz da presidência, Scott McClellan, respondeu: ''Não concordo com essa interpretação. A ONU sempre desempenhou um papel vital na reconstrução e estabilização do Iraque, e continuará desempenhando um papel vital''.
Até o momento, os quase 140.000 soldados americanos enviados ao Iraque são auxiliados por militares britânicos, poloneses, espanhóis e, em menor escala, por tropas de outros dez países.
Com uma nova resolução, além de receber a ajuda de outras nações, Washington poderia dividir os gastos financeiros da reconstrução iraquiana.
Porém, o governo americano não cogita da possibilidade de uma força internacional sob o comando da ONU, que substituiria os oficiais americanos no Iraque.
Em Bagdá, o primeiro governo iraquiano desde a queda de Saddam Hussein prestou juramento, ontem, enquanto o exército americano transferiu a uma divisão internacional liderada pela Polônia o controle de um setor de ocupação ao sul de Bagdá.
Dos 25 ministros do governo encarregado de dirigir o país até as eleições em 2004, 17 já prestaram juramento durante cerimônia na sede da coalizão, em Bagdá, presidida pelos Estados Unidos, na presença do administrador civil americano Paul Bremer.
No mesmo momento, em Hilla, no sítio da antiga Babilônia localizado 100 km ao sul de Bagdá, o comando polonês de uma divisão internacional de 21 países substituiu oficialmente a Marinha americana no controle de um setor de cinco províncias que vai do centro ao sul do Iraque. A troca de comando foi presenciada pelos ministros polonês e ucraniano da Defesa e por funcionários espanhóis. ''A divisão multinacional foi formada pela primeira vez, com a ajuda dos americanos e graças à corajosa decisão de 21 países'', comemorou o general de divisão polonês, Andrzej Tyszkiewicz.

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