Nova York - Durante a visita do presidente Barack Obama à Argentina, o governo dos EUA pediu que a Justiça americana revogue a exclusão do país sul-americano do mercado internacional de crédito. Em documento encaminhado a Tribunal de Nova York, na quarta-feira, os EUA dizem ter "interesse em apoiar uma resolução rápida" para a ação movida por fundos internacionais devido ao calote da dívida externa argentina em 2001.
O governo americano disse que a suspensão da liminar imposta à Argentina é um "passo crítico" para a normalização do caso e elogiou a "boa fé" com que o presidente Mauricio Macri, empossado em dezembro de 2015, retomou as negociações com os credores, chamados de fundos abutres pela ex-presidente Cristina Kirchner. "Os EUA têm interesses de política externa em apoiar a nova administração da Argentina [em seu esforço de] reverter políticas econômicas anteriores, normalizar a relação com credores e fortalecer a economia", registra o documento.
Além disso, continua o governo, a resolução daria fôlego para Macri implementar "reformas econômicas positivas". Do contrário, "o governo argentino corre o risco de perder a confiança com que investidores e o público receberam as intenção do presidente". A manifestação do governo americano foi disponibilizada pelo escritório de advocacia de um dos fundos litigantes. O sistema judicial ainda não o tornou público.
No início do mês, o governo da Argentina chegou a acordo com quatro dos principais fundos internacionais, em que se comprometeu a pagar US$ 4,4 bilhões, mais US$ 263 milhões em custas judiciais. Desde o início do ano, entendimentos com outros credores também foram alcançados.

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