Washington - A Casa Branca advertiu ontem que é obrigação da Síria proteger os diplomatas estrangeiros, após anunciar que enviará novamente a Damasco seu embaixador Robert Ford para monitorar a situação política.
''Esperamos que o governo sírio assuma suas obrigações de proteger o pessoal diplomático e facilite seu trabalho, de acordo com a Convenção de Viena, sem intimidações nem obstáculos'', disse o porta-voz da presidência americana, Jay Carney.
Ford deixou abruptamente a Síria no fim de outubro, após participar de manifestações de protesto contra o regime do presidente Bashar al Assad e despertar a ira do governo sírio. Washington o chamou a consultas por razões de segurança.
A administração do presidente Barack Obama, anunciou, no entanto, que Ford retornaria a Damasco na tarde de ontem. ''Pensamos que sua presença no país é uma das medidas mais úteis para transmitir a mensagem de que os Estados Unidos mantêm-se do lado do povo sírio'', afirmou Carney.
Ford retornará a Damasco para ''fornecer informação confiável sobre a situação e se comprometer com o conjunto da sociedade síria sobre a maneira de colocar fim ao derramamento de sangue'', que deixou mais de 4 mil mortos desde o início das manifestações contra o governo de Assad, em março, disse o porta-voz da chancelaria, Mark Toner.
A secretária de Estado, Hillary Clinton, insistiu na necessidade de proteger as minorias, os grupos étnicos e as mulheres depois que Bashar al-Assad deixar o poder, em declarações formuladas após uma reunião em Genebra com opositores sírios. ''Uma transição democrática compreende algo mais que a saída do regime. Isso quer dizer também colocar a Síria no caminho do direito e da proteção dos direitos universais de todos os cidadãos, independentemente de sua seita, etnia ou sexo'', acrescentou.

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