São Paulo - Os Estados Unidos afirmaram ontem que Israel deve deixar Iasser Arafat em paz e não agir para matá-lo ou expulsá-lo. A posição foi mais uma vez declarada depois das ameaças feitas ontem pelo primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, contra o líder palestino.
''Nossa posição sobre tais assuntos - o exílio ou o assassinato de Arafat - é muito conhecida. Somos contrários e deixamos isso muito claro a Israel'', afirmou o subsecretário de Estado Richard Armitage.
Ameaças - O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ameaçou matar o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Iasser arafat, em uma entrevista concedida ao jornal israelense ''Haaretz'', publicada ontem.
Sharon chamou Arafat de seu inimigo, ressaltando que ele é agora ''um homem marcado' e ''sem seguro de vida'.
O primeiro-ministro israelense, que está ''debaixo de fogo' em Israel por causa do seu plano de desocupação da faixa de Gaza e também por um escândalo de suposto envolvimento com suborno, também incluiu na ameaça o líder do grupo extremista Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah.
''Eu não diria para nenhum deles se sentirem seguros. Não proporia que nenhuma companhia de seguros desse a eles cobertura', afirmou Sharon ao ''Haaretz'.
''Quem mata judeus, ataca um cidadão israelense ou manda alguém matar judeus é um homem marcado', acrescentou.
As ameaças feitas por Sharon aconteceram dez dias após o assassinato do líder do grupo terrorista palestino Hamas, xeque Ahmed Yassin, em Gaza. O Hamas matou centenas de israelenses em ataques a bomba suicidas.

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