EUA pedem oficialmente ajuda à União Européia
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domingo, 04 de setembro de 2005
Folhapress 
SÃO PAULO - O governo americano solicitou oficialmente ontem à Comissão Européia (CE) e à Presidência britânica da União Européia (UE) que enviem ajuda de emergência às vítimas do furacão Katrina que arrasou o sudeste do país.
A demanda inicial inclui kits de primeiros socorros, cobertores, caminhões para o transporte de água e 500.000 pacotes de comida preparada, segundo informou a CE em um comunicado.
Esta é a primeira vez na história que Washington pede à União Européia este tipo de assistência, confirmou a porta-voz do Executivo do bloco europeu, Barbara Helfferich.
A ajuda européia será canalizada através do Mecanismo Comunitário de Defesa Civil, que trabalhará em estreita coordenação com o governo do Reino Unido, país que exerce neste semestre a Presidência da UE. ''Estamos e estivemos dispostos a contribuir com os esforços dos EUA para aliviar a crise humanitária em Nova Orleans. Após receber uma demanda oficial nesta manhã, o Mecanismo Comunitário de Defesa Civil está preparado para coordenar a ajuda dos diferentes Estados membros para a zona afetada'', declarou Dimas.
Bruxelas já mantém contatos com as capitais da UE e está elaborando uma lista preliminar dos recursos materiais e humanos que podem ser enviados aos EUA sobre a base das ofertas que os governos europeus fizeram.
Segundo o Executivo da UE, muitos Estados membros já fizeram suas ofertas específicas de ajuda - Reino Unido, Alemanha, Itália, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Bélgica - ou iniciaram os trâmites para determinar qual pode ser sua contribuição - Espanha, Áustria, Eslováquia e Luxemburgo.
Segundo a Casa Branca, mais de 60 países já se manifestaram e se propuseram a ajudar os Estados devastados pelo Katrina. O presidente de Cuba, Fidel Castro, ofereceu sexta-feira ao governo dos Estados Unidos o envio de 1.100 médicos equipados com 26,4 toneladas de remédios para atender às vítimas.
Uma proposta do envio de equipe de socorristas também foi realizada pelo chefe da diplomacia japonesa, Nobutaka Machimura. Tóquio já tinha oferecido uma ajuda financeira e material de US$ 500 mil. Volume de dinheiro bem maior foi oferecido pelo Qatar: US$ 100 milhões.
País que mantém tensas relações com o dos EUA, a Venezuela doou US$ 1 milhão para as vítimas do furacão - mesmo valor doado pelo México. O presidente Hugo Chávez também anunciou que enviará petróleo e ajuda humanitária para os trabalhos nas áreas afetadas pelo Katrina.


