Viena - Os Estados Unidos pediram ontem ao Irã que tome ‘‘uma decisão positiva’’ de interromper o enriquecimento de urânio, mantendo sua ameaça de enviar o caso ao Conselho de Segurança da ONU, no último dia da reunião da Agência Internacional de Energia Atômica
(AIEA).
  Pelo menos 24 dos 35 membros do conselho ordinário de governadores farão declarações e outros países, como o Irã, anunciaram sua posição ontem à tarde, indicou uma fonte ligada à AIEA.
  A delegação francesa fala em nome dos três países europeus França, Alemanha e Grã-Bretanha (UE3) envolvidos há dois anos nas negociações com os iranianos sobre seu programa nuclear. O Ocidente suspeita que o Irã tem ambições nucleares militares.
  Ao chegar para a reunião, o embaixador americano Gregory Schulte disse que o ‘‘Irã não adotou nenhuma medida de confiança requerida pelos governadores da AIEA’’.
  Em seu discurso a portas fechadas e distribuído por escrito à imprensa, Schulte pediu aos dirigentes iranianos que tomem uma decisão positiva, suspendendo o enriquecimento de urânio e as atividades ligadas ao tratamento de plutônio.
  Neste caso, receberão ofertas generosas de colaboração de seis potências (Alemanha, China, França, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Rússia), acrescentou Schulte.
  ‘‘Mas se tomarem uma decisão negativa terão de enfrentar o peso do Conselho de Segurança’’, declarou o embaixador americano, sem utilizar a palavra ‘‘sanção’’.
  O Irã se nega a renunciar ao direito de enriquecer urânio e considera que ele é garantido pelo Tratado de Não-Proliferação.

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