EUA pedem a volta de seus cidadãos ao país
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sábado, 25 de janeiro de 2003
France Presse 
Washington Os Estados Unidos advertiram seus cidadãos no exterior que eles devem se preparar para retiradas de emergência em seus atuais países de residência, informou ontem um alto funcionário do departamento de Estado. O funcionário destacou que o departamento de Estado enviou mensagens a todas as embaixadas e consulados com instruções de alerta aos norte-americanos que residem em suas jurisdições, no sentido de ficarem prontos diante de qualquer eventualidade devido à crescente possibilidade de uma ação militar no Iraque.
Acusação A Casa Branca acusou o Iraque de ter colocado em funcionamento um complexo sistema para frustrar as inspeções de desarmamento da ONU e intimidar as possíveis testemunhas de seu programa de armas de destruição em massa. Num documento de várias páginas, intitulado ''Com o que se parece o desarmamento?'', a administração Bush acusa o Iraque de ter criado uma ''organização especial de segurança'', dirigida por Qusai Saddam Hussein, o filho caçula do líder iraquiano.
Saddam desafia O presidente iraquiano, Saddam Hussein, continua desafiando os Estados Unidos e afirma não temer suas ameaças de guerra. Ao mesmo tempo, a imprensa norte-americana noticiou ontem um possível compromisso de Washington para dar mais tempo aos especialistas em desarmamento. ''Nossos inimigos sabem que não tememos as pressões, nem as ameaças'', disse Saddam quinta-feira à noite, durante uma reunião de gabinete.
Relatório Os chefes dos inspetores, Hans Blix e Mohamed El Baradei, apresentarão segunda-feira um relatório crucial, sobre os dois meses de inspeções, ao Conselho de Segurança da ONU, profundamente dividido diante da possibilidade de guerra com o Iraque. Washington tenta acalmar os ânimos de Paris e Berlim, cujos dirigentes reiteraram sua determinação de evitar uma intervenção militar e sua oposição a uma guerra decidida unilateralmente pelos Estados Unidos.
O chanceler-adjunto russo, Yuri Fedorov, disse que seu país está satisfeito com os avanços conseguidos pelos especialistas e reiterou a necessidade de que seu mandato se prolongue pelo tempo que for necessário.
Apelo Em Istambul, chanceleres de seis países muçulmanos vizinhos de Iraque e Egito apelaram a Bagdá para maior cooperação com a ONU sobre seu desarmamento. ''Os países da região não querem viver uma nova guerra e suas consequências devastadoras'', disseram no comunicado final, pedindo ''solenemente à direção iraquiana que assuma irreversível e sinceramente suas responsabilidades, para restabelecer a paz e estabilidade na região''. O texto não faz referência aos Estados Unidos.


