EUA pede moderação aos envolvidos
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sexta-feira, 08 de agosto de 1997
France Press 
Washington
O departamento de Estado americano pediu ontem a todas as partes implicadas nos confrontos do sul do Líbano, inclusive â Síria, a darem mostras de maior moderação. O porta-voz do departamento de Estado, James Rubin, precisou que esta posição foi comunicada aos sírios em uma mensagem verbal: Estão a par de nossa posição e entenderam a necessidade de moderação, acrescentou.
As outras partes envolvidas são o Líbano e Israel, levando em conta que os Estados Unidos não mantêm contatos com o Hezbollá. Os Estados Unidos e Israel consideran que Damasco influi diretamente sobre o movimento pró-iraniano Hezbolá, que recomeçou seus ataques contra o norte de Israel. Pela primeira vez desde abril de 1996, três foguetes de tipo Katiusha foram lançados ontem sobre Kyriat Chmona, norte de Israel, ferindo ligeiramente uma mulher. A aviação israelense levou a cabo um bombardeio de represálias contra a base de uma organização palestina.
Denúncia de Arafat O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, afirmou ontem à televisão israelense que os autores do atentado suicida cometido semana passada em Jerusalém vinham do exterior. Vieram do estrangeiro, não dos territórios (palestinos), nos confirmou um responsável pelo serviço de segurança israelense e, por isso, Israel está atacando o Líbano, precisou Arafat.
Segundo ele, os islamitas palestinos do Hamas, Movimento de Resistência Islâmica e do Jihad islâmico não estão envolvidos no atentado do mercado de Jerusalém, no qual morreram 13 israelenses. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acusou o Hamas de responsabilidade pelo atentado e denunciou a Autoridade Palestina por, segundo ele, nada fazer contra os terroristas nos territórios sob controle palestino.
Os investigadores israelenses ainda não conseguiram averiguar a identidade dos dois camicases, apesar de não terem ficado desfigurados pela explosão dos artefatos que levavam presos à altura da barriga. A agência palestina Al-Qods, citando um de seus informantes, assegurou ontem que o Hamas havia enviado dois palestinos procedentes do campo de refugiados de Ain el Heloué, no sul do Líbano para cometer o atentado.
Estes dois palestinos, de 20 e 21 anos, se infiltraram em Israel há um mês sem problemas, segundo Al-Qods. Os dois camicases eram militantes dissidentes do Fatah de Yasser Arafat e integrantes do Hamas há oito meses, de acordo com a fonte citada por Al-Qods.
Ataques O porta-voz do exército israelense confirmou que a aviação de Israel realizou ontem incursões aéreas contra bases terroristas no Líbano. Os alvos foram destruídos e todos os aviões regressaram à base sem problemas, acrescentou o porta-voz sem dar mais detalhes. Desde segunda-feira, o último ciclo de violência no Líbano causou 13 mortos e 18 feridos.


