São Paulo - Mais de duas semanas após o início dos bombardeios na Líbia, EUA e Europa começaram a oferecer uma espécie de ''delação premiada'' para convencer colaboradores do ditador Muamar Kadafi a abandoná-lo.
O Tesouro americano decidiu suspender sanções financeiras que impusera a Moussa Koussa, ex-chanceler e um dos mais graduados funcionários de Kadafi a desertar.
Na semana passada, Koussa fugiu para o Reino Unido, e há a suspeita de que ele já esteja repassando informações sobre o ditador a funcionários do governo britânico.
Ontem, as forças de Kadafi expulsaram os rebeldes de Brega, cidade petrolífera no leste do país, em meio a novas queixas dos insurgentes contra a Otan. Eles vêm perdendo terreno desde que a aliança militar substituiu os EUA no comando dos ataques, na semana passada.
A Otan, por sua vez, disse já ter destruído 30% da capacidade militar de Kadafi.
Numa rara boa notícia para o campo rebelde, os insurgentes venderam seu primeiro carregamento de petróleo: 1 milhão de barris, por US$ 125 milhões, a uma companhia suíça. Segundo o jornal britânico ''Guardian'', o óleo deve ser embarcado amanhã no porto de Tobruk (leste líbio).

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