EUA não vão negociar com os líbios
Os Estados Unidos não negociarão com a Líbia as condições de extradição dos dois suspeitos do atentado de Lockerbie (Escócia), revelou ontem o presidente Bill Clinton. Clinton descartou qualquer diálogo com Trípoli sobre outro tema que não seja a oferta anglo-americana de julgar os suspeitos na Holanda, sob a lei escocesa e com juízes escoceses.
Esta é uma oferta para pegar ou largar e não negociaremos os seus termos, disse Clinton em uma cerimônia que lembrou o atentado realizado há dez anos.
O líder líbio Muammar Kadhafi disse que a Líbia só entregará os suspeitos a um tribunal internacional, em uma entrevista concedida à TV holandesa NOS.
O atentado de Lockerbie (Escócia) contra um Boeing da Pan Am causou 270 mortos no dia 21 de dezembro de 1988.
A solução é um tribunal internacional, com juízes de Estados Unidos, Líbia, Inglaterra e outros países, declarou Kadhafi em uma entrevista ao programa 2Vandaag, da NOS, sobre o atentado.
Estados Unidos e Grã-Bretanha advertiram ontem que pedirão um reforço das sanções internacionais contra a Líbia caso Trípoli não entregue os suspeitos até o final de fevereiro. A ameaça foi feita em um comunicado emitido pelo embaixador americano na ONU, Peter Burleigh.
O ultimato foi dado momentos após Kadafi ter proposto que os suspeitos sejam julgados por uma corte internacional, com juízes líbios, americanos, ingleses e de outros países. O parlamento líbio aprovou oficialmente, na semana passada, o julgamento dos suspeitos Abdel Basset Megrahi e Amin Jalifa Fhima em um tribunal da Holanda, com juízes escocesesFrance PresseO príncipe Phillip participa de cerimônia em memória das vítimas do atentado de Lockerbie, ocorrido há 10 anosFrance Presse





