EUA não têm a intenção de atacar a Coréia, diz Bush
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quarta-feira, 11 de outubro de 2006
Folhapress 
São Paulo - O presidente americano, George W. Bush, pediu ontem a imposição de sanções contra a Coréia do Norte e afirmou que os EUA não pretendem realizar um ataque ao país.
''Os EUA não têm a intenção de atacar a Coréia do Norte'', disse Bush em entrevista à imprensa, afirmando que seu país continua ''comprometido com a diplomacia'', embora mantenha ''todas as opções para defender os países'' da região.
Segundo a Coréia do Norte, a razão dos testes nucleares seria o receio de um eventual ataque dos Estados Unidos.
Bush rejeitou as críticas dos democratas, que acusam sua administração de não ter dado a devida importância à crise nuclear da Coréia do Norte. ''Foi a intransigência do líder norte-coreano, Kim Jong Il, que levou a essa situação'', afirmou.
Em relação a conversas particulares entre a Coréia do Norte e os EUA, como sugerido pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, Bush afirmou que os contatos diretos efetuados durante o governo do ex-presidente americano Bill Clinton não funcionaram.
''Isso não funcionou no passado'', disse ele, que defende a continuidade do diálogo envolvendo seis países - Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Rússia, Japão e Estados Unidos. As negociações estão suspensas há mais de um ano.
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e o Japão reiniciaram ontem os debates sobre eventuais sanções contra a Coréia do Norte, sob a ameaça de Pyongyang de que qualquer aprovação de sanções severas será considerada uma ''declaração de guerra''.
Os embaixadores de França, Grã-Bretanha, Rússia, China e Estados Unidos mantiveram reuniões particulares na manhã de ontem para debater a aprovação de uma série de punições, incluindo a inspeção de qualquer carregamento marítimo com destino ou em procedência da Coréia do Norte.


