EUA não querem impor a paz
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terça-feira, 20 de março de 2001
Associated Press De Washington 
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, garantiu ontem ao primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que sua administração tentará ajudar a lançar as bases da paz com os árabes, mas nossa nação não tentará forçar a paz. Apesar de sua administração pretender trabalhar com nações árabes amigas no Oriente Médio a fim de dar uma chance à paz, Bush disse que cabe a Israel e aos árabes tomarem suas decisões.
As declarações do presidente, proferidas depois de reunir-se na Casa Branca com Sharon, claramente agradaram ao primeiro-ministro, que tem prometido se mover vagarosamente em meio a sangrentas confrontações com os palestinos.
Penso que o que entendo da política da democracia, como nos Estados Unidos, é que ninguém deve se render ao terrorismo, à pressão e à violência, afirmou Sharon a repórteres no Salão Oval ao lado de Bush. Foi a primeira reunião entre os dois líderes.
A primeira coisa e a mais importante... é trazer segurança para os cidadãos de Israel, disse Sharon. Esta é a primeira coisa que temos de alcançar antes de começarmos com nossas negociações. Ele afirmou que Israel e os Estados Unidos são parceiros na luta contra o terrorismo, numa referência às explosões de violência que para ele são culpa dos palestinos. Ambos almoçaram juntos e conversaram, antes de receber a imprensa.
Garanti ao primeiro-ministro que minha administração irá trabalhar duro para lançar a base da paz no Oriente Médio, trabalhar com nossas nações no Oriente Médio para dar uma chance à paz. Em segundo lugar, eu disse a ele que nossa nação não vai tentar forçar a paz, que vamos facilitar a paz e que vamos trabalhar com aqueles responsáveis pela paz, afirmou Bush.
Sobre Jerusalém, que Sharon disse na noite de segunda-feira que é a capital eterna e indivisível de Israel, Bush afirmou que o futuro da cidade será em última instância determinado pelas partes interessadas, referindo-se a Israel e os árabes. Mas lembrando-se de uma promessa de campanha, Bush disse que tinha se comprometido a começar o processo de mudança de nossa embaixada para Jerusalém.
Em outra questão sensível, Bush afirmou que ainda não havia decidido se irá convidar o líder palestino Yasser Arafat à Casa Branca.


