Washington O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, indicou que os Estados Unidos não querem declarar guerra contra a Coréia do Norte, e acrescentou que a crise nuclear com Pyongyang deve ser resolvida por vias diplomáticas. ''Não queremos uma crise. Não estamos buscando uma guerra. Não temos intenções hostis em relação à Coréia'', afirmou Powell em entrevista à imprensa estrangeira no Departamento de Estado.
Powell enfatizou que Washington e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) continuam preocupados com a violação norte-coreana do acordo de 1994 que suspendia o programa nuclear de Pyongyang.
Powell defendeu a diplomacia como instrumento para resolver a crise com a Coréia do Norte.
''Qualquer líder político, qualquer presidente ou primeiro-ministro tem inúmeros instrumentos a sua disposição: políticos, diplomáticos, econômicos, legais, de inteligência ou militares'', destacou.
''E pode agir com a ajuda de outros países, pode atuar com organizações internacionais ou pode operar unilateralmente. Neste momento, com a Coréia do Norte, com três meses de problema, ainda acreditamos poder dar uma chance à diplomacia. Podemos trabalhar duro através da diplomacia'', falou.
Não-agressão Os Estados Unidos poderão fazer uma declaração de não-agressão frente à Coréia do Norte se Pyongyang aceitar abandonar seu programa nuclear militar, declarou o subsecretário de Estado norte-americano Richard Armitage, falando à imprensa japonesa.
Em uma entrevista com jornalistas japoneses em Washington, realizada sexta-feira e divulgada ontem, Armitage rejeitou a possibilidade de que o Congresso norte-americano vote um tratado de não-agressão.
Armitage assinalou, no entanto, que os Estados Unidos poderão difundir uma declaração prometendo garantir a segurança do regime do líder norte-coreano Kim Jong Il e recordou a vontade de Washington de resolver a crise nuclear pacificamente e pela via diplomática.

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