O presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, reuniu-se ontem com o presidente norte-americano, George W. Bush, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Além das questões inerentes às ações de combate ao terrorismo, o governante brasileiro conversou sobre a possibilidade de fortalecer organismos multilaterais como a ONU (Organização das Nações Unidas) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), tanto no combate ao terror como também no desenvolvimento de políticas para acabar com a pobreza mundial. As informações são da Agência Brasil.
A participação ativa das Forças Armadas brasileira nas ações militares lideradas pelos Estados Unidos no Afeganistão não foi solicitada pelo presidente norte-americano durante encontro com FHC. ''A participação militar não foi pedida e nem é o caso'', disse Fernando Henrique que, no início desta semana, afirmou em entrevista a um programa de TV brasileira que o exército brasileiro poderia atuar na região, mas se fosse como força de paz assim como aconteceu em Angola e no Timor Leste.
O presidente felicitou Bush pelo fato de ele ter declarado apoio à criação do Estado palestino. Segundo Fernando Henrique, o presidente norte-americano destacou a importância de se conseguir implantar uma paz mais durável no Oriente Médio, como medida para enfraquecer as facções terroristas.
FHC, que defendeu a criação do Estado Palestino na Assembléia Nacional francesa na semana passada, ressaltou que a medida deve ser implantada sem esquecer que é preciso garantir a segurança de Israel.
Em Nova York, Fernando Henrique fará um discurso na abertura da 56 Assembléia Geral da ONU, amanhã. Ele deve defender novamente os esforços mundiais de combate ao terrorismo por meio de iniciativas de organismos multilaterais.
Hoje, FHC tem agendado um encontro com o presidente do Peru, Alejandro Toledo. Eles devem conversar sobre a Cúpula Ibero-americana que acontecerá, em Lima, no final deste mês.
ArgentinaFernando Henrique Cardoso também discutiu com seu colega norte-americano a situação econômica da Argentina. Assinalou que tanto o Brasil como os Estados Unidos estão interessados em ''uma situação mais estável'' na Argentina, mas frisou que o rumo econômico que aquele país seguirá é uma decisão soberana que deve ser adotada pelas autoridades em Buenos Aires.
A Casa Branca suspendeu no último momento, sem dar explicações, a coletiva conjunta de Fernando Henrique Cardoso e Bush.

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