EUA minimizam espionagem
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segunda-feira, 01 de julho de 2013
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu ontem informar aos países da União Europeia detalhes sobre os programas de espionagem feitos pela Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês).
A declaração é a primeira após as fortes críticas de países europeus à possibilidade de eles e órgãos da União Europeia terem sido espionados pelos Estados Unidos. A denúncia foi revelada pelo técnico de informática Edward Snowden e publicada na revista alemã "Der Spiegel".
Em entrevista coletiva na Tanzânia, Obama minimizou a polêmica em torno da vigilância aos seus aliados e disse que todos os serviços de inteligência do mundo buscam informações adicionais sobre outros países, inclusive a União Europeia.
A tensão começou após a revista alemã "Der Spiegel" afirmar que a NSA teve acesso a conteúdos de conversas confidenciais como e-mails e arquivos de computadores da representação da UE em Washington. Microfones teriam sido instalados no edifício e a agência teria acessado sua rede de informática. Medidas semelhantes teriam sido tomadas contra a missão da UE às Nações Unidas em Nova York.
Líderes europeus manifestaram sua irritação com a descoberta. Eles dizem que, caso comprovado, o plano de espionagem prejudicará as negociações para a formação de uma área de livre comércio com os EUA, que continuam na semana que vem.
O presidente da França, François Hollande, pediu a paralisação imediata dos diálogos. "Nós sabemos que alguns sistemas precisam ser controlados por causa de ameaças contra o terrorismo, mas eu não acredito que esse risco exista em nossas embaixadas ou na União Europeia."
O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, afirmou que o comportamento americano prejudicará a criação de uma nova área de livre comércio entre as duas regiões.


