EUA mantêm prazo final para o Iraque
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de março de 2003
France Presse 
Nova York Washington reiterou sua determinação sobre Saddam Hussein, mantendo a data de 17 de março (a próxima segunda-feira) como limite para o desarmamento total do Iraque, ante o Conselho de Segurança da ONU, enquanto Moscou confirma que vetará qualquer resolução que abra o caminho para a guerra contra o Iraque.
Ontem, frente aos partidários da guerra, o ministro russo de Relações Exteriores anunciou a oposição a qualquer resolução que abra ''direta ou indiretamente o caminho para uma ação militar contra o Iraque''.
Na véspera, na sede das Nações Unidas, o embaixador norte-americano John Negroponte afirmou que a data limite para o desarmamento total do Iraque continua sendo 17 de março e que os aliados não tinham sugerido qualquer modificação.
Entretanto, o representante da Espanha na ONU, Inocencio Arias, havia afirmado que a data de 17 de março é ''negociável'', possibilidade também mencionada pelo embaixador britânico, Jeremy Greenstock.
Por sua parte, a Grã-Bretanha fez uma última tentativa no sentido de conseguir do Conselho de Segurança a aprovação de uma resolução, apresentando um anexo ao projeto de texto, que enumera seis condições ao Iraque para evitar uma guerra.
Entre essas condições, figura uma confissão pública de Saddam, reconhecendo que tentou ''dissimular suas armas de destruição em massa''.
Respondendo a Londres, Jean Marc de La Sablière, embaixador da França na ONU, estimou que ''a proposta britânica não modifica os antecedentes do problema''.
O presidente norte-americano George W. Bush deu à diplomacia mesmo de má vontade certo tempo, mas não o fará eternamente, informou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, sem indicar quando o projeto de resolução poderá ser submetido à votação do Conselho de Segurança da ONU.
Morte Um inspetor da ONU encarregado do desarmamento iraquiano morreu e outro ficou ferido ontem em um acidente de trânsito ao sul de Bagdá, informaram fontes oficiais iraquianas.
O automóvel da ONU no qual viajavam os dois inspetores, cujas nacionalidades ainda não foram divulgadas, bateu em um caminhão numa estrada ao sul de Bagdá e caiu num lago, informou à imprensa uma fonte do Organismo Nacional de Controle (NMD).
Protesto na Espanha Cerca de 10 mil estudantes universitários, segundo uma estimativa da AFP, e 60 mil segundo os organizadores, fizeram uma manifestação ontem, no centro de Madri, para rejeitar mais uma vez uma guerra no Iraque e tentar ''deter o massacre programado da população iraquiana''.
Os estudantes madrilenhos aproveitaram a manifestação para lançar a advertência ''Se houver guerra, paramos o mundo'', como explicou uma estudante de jornalismo à AFP. Um dos principais alvos das críticas foi o presidente do governo espanhol, o conservador José María Aznar.
''No dia em que acontecer a invasão, vamos para as ruas e a universidade inteira entrará em greve'', assegurou Sandra, com a convicção de que ''nesse dia vamos parar as universidades''.


