EUA já enviaram forças ao território afegão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de outubro de 2001
Stefan Smith<br>France Presse - De Jabal Seraj, Afeganistão 
Identificar alvos talebans para os bombardeios e preparar a chegada das tropas aliadas parece ser, segundo fontes na região, a missão de cerca de 40 agentes norte-americanos que estão atualmente na região do Afeganistão controlada pela Aliança do Norte.
A oposição afegã confirma que pelo menos três equipes, formadas por 8 a 10 homens, chegaram há quatro semanas às bases antitalebans, apesar de se crer que desde então receberam reforços.
Uma fonte ocidental da inteligência afirmou à AFP que há ''provavelmente cerca de 40 homens dos Estados Unidos na região''.
Os homens que estão em zonas talebans parecem fazer parte de pequenos comandos encarregados de recolher informação, retirados regularmente de noite por helicópteros.
O secretário norte-americano de Defesa, Donald Rumsfeld, admitiu ontem a presença de ''um número modesto'' de tropas terrestres norte-americanas nos acampamentos da Aliança do Norte. É até o momento a declaração mais clara de Rumsfeld em relação à presença permanente de soldados no interior do Afeganistão.
Um alto dirigente da Aliança do Norte, o ministro do Interior Yunus Qanooni, revelou na semana passada que estas equipes estavam em três linhas de frente na planície de Shomali, ao Norte de Cabul, ao Sul da cidade estratégica de Mazar-e-Sharif (Norte) e na província de Tajar (Nordeste).
Estas três frentes ficam próximas ao locais que foram nos últimos dias os principais alvos de ataques aéreos às tropas talebans. Caso caiam, podem dar suporte às tropas norte-americanas.
Segundo Qanooni, as equipes chegaram ao Afeganistão de helicóptero vindas do Uzbequistão Tadjquistão.
Na frente de Mazar-e-Sharif, as unidades especiais norte-americanas operam com o comandante Mohamad Atta, que pertence à facção do antigo presidente Burhanuddin Rabbani e do comandante executado Ahmad Sha Massud, e o general uzbeque Abdul Rashid Dostam.
No Norte de Cabul, a equipe de identificação dos alvos atua ao redor da antiga base aérea soviética Bagram, a qual a imprensa estrangeira não tem acesso.


