São Paulo - Os EUA pretendem formar uma comissão, junto com membros do governo do Iraque, a fim de investigar a prática de tortura e de abusos a detentos no país. O trabalho da comissão deve envolver investigações em todos os centros de detenção iraquianos, segundo informação do ''New York Times''.
A declaração contrasta com comentários que o ministro do Interior do Iraque, Bayn Jabr, fez ontem acerca da revelação de que eram mantidos, em um calabouço no prédio do ministério, cerca de 170 homens, alguns dos quais com marcas de tortura no corpo.
Jabr, que é xiita, minimizou as denúncias de maus-tratos e afirmou que apenas sete detentos exibiam sinais de tortura pelo corpo e que, diferentemente do que afirmaram autoridades sunitas, entre os presos estão também xiitas, além de ''terroristas perigosos''.
''Há muito exagero sobre esse assunto'', disse. O ministro sugeriu ainda que aqueles que exageram as acusações de tortura estão a serviço da insurgência ou usam a Embaixada dos EUA para fazer pressão sobre ele.
A embaixada norte-americana no Iraque divulgou ontem uma declaração afirmando que o ''abuso de detentos não é e não será tolerado seja pelo governo iraquiano, seja pelas forças multinacionais no Iraque''.

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