Tratou-se de um sequestro, um erro do piloto, ou uma fuga infeliz? Essas são as perguntas que persistiam ontem em torno da queda no mar de um avião cubano com 10 pessoas a bordo, nove das quais foram resgatadas com vida.
O mistério veio à tona logo depois que o pequeno avião caiu nas águas do Golfo do México, ontem, matando um dos seus ocupantes. Os noves sobreviventes se agarraram aos restos do avião até serem resgatados por um navio mercante de bandeira panamenha.
O FBI, polícia federal dos Estados Unidos, entrevistou ontem o sobrevivente que foi levado anteontem para um hospital em Key West, Flórida, e a Guarda Costeira dos EUA planejava transferir os outros oito resgatados do Golfo do México para um navio americano.
As autoridades querem determinar se a queda do avião, um Antonov AN-2 Colt, ocorreu no fim de um sequestro ou se o grupo tentava fugir do país comunista. A diferença pode determinar se eles podem ou não serem elegíveis para asilo nos Estados Unidos.
Os EUA têm feito retornar a Cuba para julgamento alguns sequestradores de embarcações e têm processado outros em seu território.
O ferido mais grave, Rodolfo Fuentes, 36 anos, estava num hospital em Key West, tornando-o elegível para possível asilo, disseram autoridades de imigração dos EUA. Fontes foi questionado nesta quarta-feira, informou o agente do FBI Al Alonso.
Os outros oito sobreviventes, incluindo três crianças, permaneciam a bordo do navio mercante panamenho Chios Dream, cujo capitão os resgatou na terça-feira.

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