EUA iniciam megainvestigação
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
France Presse 
Os Estados Unidos iniciaram uma investigação colossal em todo o seu território, com ramificações no exterior, com a esperança de identificar com certeza os autores e responsáveis dos ataques terroristas realizados em Nova York e Washington. Cerca de 7 mil homens, entre eles 4 mil agentes do FBI, foram destacados para investigar os terroristas nos Estados Unidos e em diversos países, informou o secretário de Justiça John Ashcroft. ''Seguimos milhares de pistas críveis'', disse.
O Secretário de Estado Colin Powell confirmou ontem que o principal suspeito dos ataques é o milionário de origem saudita Osama bin Laden, que está escondido em alguma parte do Afeganistão. ''Quando se olha a lista de suspeitos, um vive nesta região'', disse Powell referindo-se ao Afeganistão. Perguntado se estava se referindo a bin Laden, respondeu: ''Sim.''
Segundo o jornal USA Today, o FBI identificou no território norte-americano várias células ou grupos de ativistas ligados a bin Laden. Quartos de hotel foram invadidos, manuais de pilotagem foram encontrados, assim como automóveis alugados supostamente usados pelos sequestradores dos aviões.
Especialistas em informática analisam criteriosamente os gastos de cartões de crédito, assim como sites na Internet de simpatizantes islâmicos. Os investigadores sabem que os quatro aviões foram desviados por pelo menos 18 sequestradores, segundo Ashcroft.
Também foi identificada boa parte do grupo, que se acredita seja integrado por cerca de 50 pessoas, que participou dos ataques. Os depoimentos de passageiros contactados por seus familiares antes de morrerem também revelaram que os terroristas pareciam oriundos do Oriente Médio, que estavam armados com facas e navalhas e que eles mostraram caixas apresentadas como bombas.
''Sabemos que foram treinados e que eram tecnicamente competentes, que alguns deles aprenderam a pilotar esses aviões nos Estados Unidos e que os pilotaram com uma precisão mortal'', explicou Ashcroft.
Os sequestradores eram suficientemente competentes para desconectar o transponder, um sinal de rádio que permite que os aviões sejam localizados nos monitores de radar. Especialistas em pilotagem consideram que os terroristas precisaram de três a cinco meses para se familiarizarem com o equipamento. Segundo a revista Time, alguns sequestradores eram ex-pilotos de uma companhia aérea saudita.
As redes de televisão norte-americanas afirmaram que vários sequestradores portavam passaportes emitidos na Arábia Saudita. O jornal Miami Herald acredita que seis sequestradores fizeram cursos de pilotagem na Flórida e que estavam na lista de passageiros dos vôos suicidas.
Um dos suspeitos foi identificado como Mohamed Atta, 33 anos. O Miami Herald afirma que ele estava na lista de passageiros de um dos aviões suicida que decolaram de Boston.
Outras três pessoas que moraram na Flórida e que morreram em um dos aviões da American Airlines também estão sendo investigadas pelo FBI, segundo o Miami Herald: Abdoulatif el-Omari e dois irmãos, Wail el-Shehri, 28, e Walid el-Shehri, 25. Este último teria uma licença de piloto.
A investigação se estende a outros países, como a Alemanha, onde a polícia de Hamburgo interrogou um homem durante uma busca em apartamentos, aos quais chegou seguindo uma pista de dois possíveis suspeitos de terem participado dos atentados e que teriam morado na cidade até fevereiro passado.
A polícia norte-americana também investiga um franco-argelino de 31 anos, não identificado, que mora na Grã-Bretanha e recebeu aulas de pilotagem em Boston, e que foi preso antes dos atentados.


